Ouvir pelos olhos não é sinestesia, é futilidade

Estava tudo a correr tão bem...é que eu tenho a minha regra. Diz assim: Russos, franceses, italianos. Não entra mais nada.

O primeiro são dois. Cena Apolinea/Dionisíaca, tudo muito nietzscheniano, claramente: é Debussy. é Stravinsky. O Sonho ou o Sangue. Sentir o ar ou comer a terra. A água que afoga devagar ou o fogo que destroi depressa. e tal e tal.

Depois vêm os apóstolos: para amar Puccini, para me complexificar Rachmaninov, para o exótico cénico Rimsky Korsakov. Shostakovich para me sentir soviética e Dvorak (eu sei é Checo aiai) para me sentir grandiosa. Satie entra algures aqui. Algum Ravel também. Oh, e o Mussorgsky, tão cheio de si. Outros vêm dar uns brilhos pirosos, Rossini, Respighi, Saint -Saëns, vá Tchaikovsky.

Estava tudo muito bem. Mas passei pelo CCB e vi num poster gigante o SCHUMANN. esse Dorian Gray ai de cima. e agora?? onde é que eu o ponho?
é que ele é alemão!

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