Gostava que chovesses em mim



Gostava que chovesses em mim
Daquela chuva que lava a alma, fresca, doce
Como a chuva da primavera que logo depois pára para se deixar secar
Chuva quente, que nunca me deixa sentir frio
Gostava de te deixar em mim, a secar, se possivel o dia inteiro
Gostava de ficar no meio da rua a sentir-te, gota a gota
De cara para o céu, a sorrir, a deixar-te cair...em mim
Até o sol vir e te secar...
Parece estranho que te queira assim?
É o mês das chuvas...
Gostava que chovesses em mim
6 / 7 / 13 / 14 / 20 / 21 / 27 de abril p'las 23h
rua capitão leitão nº1, antigo cinema da Incrível Almadense,
reservas: 919785032 ou piajio.div@gmail.com bilhete
: 7,5€


Killing me Softly pelos O'QueStrada

let's dance



"My girlfiend said to me in bed last night' 'you're a pervert'
I said, 'that's a big word for a girl of nine'."
Emo Philips.

TIME TO PLAY THE STAR!!

Abril é mês de...

Semear no jardim Estrelas do Egipto, Girassois e coisas que tais, fazer a higiene das vacas e tosquiar as ovelhas no Minguante.
Também convem visitar o medico dos dentes, lá por altura das amendoas da tia avó, que ainda não sabe que são suposto ser de chocolate e não de muito açucar duro.
Há que lembrar o dia das mentiras hoje, a Pascoa dia 8, o aniversário do Blog a 14 e a Revolução dia 25.
Dar os parabens aos carneiros e aos touros que conhecemos.
Trocar o elevador pelas escadas e continuar com o chocolate.
Não esquecer de confraternizar nos seguintes dias:
5 de abril - Dia do Propagandista Farmacêutico
12 de abril - Dia do Obstetra
13 de abril - Dia do Beijo
17 de abril - Dia Internacional das Lutas Camponesas
27 de abril - Dia da Empregada Doméstica


quantos lados tem um triangulo?
-quatro..?
-não tem lados! Um?

Remembering Nitin Sawhney....
cause you never know whats happening tomorrow!


Cartier and sus amigas!
Carissimos, ando presenciando um fenomeno deveras e consideramente estranho. Sim, é um dos nossos Fenomenos do Entroncamento, mas em vez de acontecer por aqueles lados, acontece ali mesmo na Fundação Gulbenkian, sendo esta, para quem não conhece, aquela ilha de cultura no plantada no meio de um jardim, completamente patrocinada pelo Sr.Gulbenkian que vá se lá saber por que promessa a que martir, resolveu instalar a dita aqui mesmo, na patria verde e vermelha. (Este paragrafo que acabam de ler é dedicado à minha professora de Português do 6 ano e a todos aqueles que acham que eu escrevo frases compridas demais)

Ora bem, tirando os casais de namorados que utilizam o dito Eden para dar azo a cenas mais pastoris, do estilo Le déjeuner sur l'herbe, existem também os ratos de biblioteca, os seguranças tarados e as turmas escolares que invadem com aborrecimento as instalações, em visitas culturais aproveitadas para sair do liceu ranhoso e dizer uns quantos palavrões às miudas que passam.

Até hoje, e exceptuando talvez, a mitica noite de Amadeu, na qual Portugal inteiro se dirigiu a horas sinistras à dita exposição, pensando quiçá, que oferecessem alguma coisita. Como dizia, até hoje era este o público da Gulbenkian.

Acontece que, por motivos de entre em breve passarão a conhecer, houve uma metamorfose verdadeiramente kafkiana no dito público, que da noite para o dia, se transmutou numa data de velhotas-arranjaditas-para-ir-ver-a-perola-o-diamante-e-até-a-agata expostas, para deleite do olho com mais catarata que a terra há de comer.

Ou seja, se os caros, fizerem o obséquio de se deslocar à exposiçãozita, já não verão os putos aos palavrões, mas a glória do cemitério de olhinho brilhante a mirar a riqueza alheia. Até dá gosto vê-las a comer a torradinha a seguir, a mostrar umas às outras os pertences invejosos. "Vê o dente, não é Cartier mas podia ser, que isto vale uma fortuna, o Dr.Bonifácio que me pôs a placa à uns anos disse me com toda a certeza «ó menina, para investir, só em ouro, só em ouro» e aqui o tenho! E olhe, dá-me bem mais jeito que um colarzinho qualquer".
Ver, ver, ver

One day you will find it...I pray

There are locks on the doors

And chains stretched across all the entries to the inside

There's a gate and a fence

And bars to protect from only god knows what lurks outside

Who stole your heart left you with a space

That no one and nothing can fill

Who stole your heart who took it away

Knowing that without it you can't live

Who took away the part so essential to the whole

Left you a hollow body

Skin and bone

What robber what thief who stole your heart and the key

Who stole your heart

The smile from your face

The innocence the light from your eyes

Who stole your heart or did you give it away

And if so then when and why

Who took away the part so essential to the whole

Left you a hollow body

Skin and bone

What robber what thief

Who stole your heart and the key
Now all sentiment is gone

Now you have no trust in no one

Who stole your heart

Did you know but forget the method and moment in time

Was it a trickster using mirrors and sleight of hand

A strong elixir or a potion that you drank

Who hurt your heart

Bruised it in a place

That no one and nothing can heal

You've gone to wizards, princes and magic men

You've gone to witches, the good the bad the indifferent

But still all sentiment is gone

But still you have no trust in no one

If you can tear down the walls

Throw your armor away remove all roadblocks barricades

If you can forget there are bandits and dragons to slay

And don't forget that you defend an empty space

And remember the tinman

Found he had what he thought he lacked

Remember the tinman

Go find your hear and take it back

Who stole your heart

Maybe no one can say

One day you will find it i pray


"Só agora ou finalmente uma espécie de coragem e egoísmo para libertar as palavras.E aqui estão, libertas e para sempre presas."
Maria Ana Ferro
Hoje a partir das 19h no Palácio do IADE o lançamento do livro de poesias Vinho, Velas e Valquirias de Maria Ana Ferro.
Parabéns pela coragem...

Uma questão de música

Exposição fotos na Casa Fernando Pessoa ali na Rua Coelho da Rocha, 16 Campo de Ourique


What dreams may come!


Este Sabado, dia 3, Eclipse total da Lua das 22h44 às 23h58.
Peçam todos os desejos !!
Pessoal tenho que vos falar urgentemente da minha ultima descoberta! Que é como já perceberam pela belissima ilustração que acima repousa, o Creme Super-Tia Dôres.
Ora bem, o negócio é o seguinte, isto que aqui vêm é uma mistela que se compra na vossa loja de chineses habitual, que como já prespicazmente entenderam, veio satisfazer qualquer necessidade ocidental que se tenha. Desde a reprodução infidelissima da Mona Lisa, ao piàçaba (nunca soube escrever isto), a mordaça para o cão mais ousado, a lingerie para a noite mais porca (o "porca" foi aqui usado com todo o ser poder de significação suíno), etc, etc.
E então, voçemessê vai ao chop soy de bairro e vai comprar esta preciosidade. Depois, não se assustando com o seu cheiro nauseabundo (é que parece marca registada em pleno holocausto) e ignorando os ingredientes secretos, coloca o creminho na parte toda lixada. E garanto-vos meus amigos, que não há dor que não se assuste agoniada, não há nodoa negra que premaneça.
Experimentei nas minhas injurias e digo-vos de coração. Para grandes matinés sob influencia do sumo de uva, onde o corpo está mais disposto ao choque e ao encontrão, melhor amigo que este, não encontrarão!
Guronsan e Creme Super Tia Dores e acabaram-se os horrores das manhãs seguintes.

Tonight we tango
Tomorrow who cares?


Getting Away With it All Messed Up!!
Levo o James pra Barcelona!!


O meu primeiro tremor de terra, aconteceu hoje, às 10:35!

Foi de 6,1 graus na escala de Richter sendo que isso equivale, na minha escala, a acordar ligeiramente a achar que alguém me estava a mexer na cama e depois voltei a dormir.

Será que caiu o resto do Convento do Carmo? Será que ainda tenho que apresentar o trabalho logo à tarde? Será que isto mudará as votações do português mais importante de Portugal, do Salazar pro Marquês de Pombal? Será que perante a calamidade, decidiram perdoar o Carlos Cruz? Bem, comamos hoje gelatina, ao menos, para comemorar um país mais animado!


we are the gummy bears!!!

Já não havia madeira...
Queimei as Ilhas Shetland, pareceram-me bastante quentes!
LOVE YOU, SO!!!!
Dica da semana: apaixona-te por um meio de transporte!!

EU ESTIVE LÁ...

Para quem mais distraído deste mundo ainda não caiu na realidade e descobriu que o cd/dvd com algumas canções fantásticas (tds as da Mafalda e dos outros autores com excepção do pekenito) já foi gravado, aqui fica um cheirinho.

Amei esta música!




Só posso dizer que foi bom, mto bom ;) Apesar das 1001 horas dentro da arca frigorífica valeu a pena!

Obrigada Mafalda ;)

I'm back!!!

É verdade, após uma prolongada ausência volto cheio de força!!!

E para quem ainda não descobriu a verdadeira novela faça o favor de ir a venhamca.blogspot.com e veja uma empolgante história desde o início.

Com as recomendações de

Iglo_capitao dos sete mares
Wanna see it!
Last King of Scotland
Estreia 15 Fevereiro

Este mês no Canal Hollywood.....

Dia 1--VICTOR / VICTORIA 23:00



Dia 3-- O CABO DO MEDO 22:45




Dia 6--A MORTE FICA-VOS TÃO BEM 00:30



Dia 7--SERPICO 14:30




Dia 10-- A CORTINA RASGADA 01:00



Dia 14-- Love Story - História de Amor 21:00




Dia 16-- OS PÁSSAROS 18:30



Dia 17-- OS HOMENS DO PRESIDENTE 22:50




Dia 19-- MARNIE 22:50



Dia 22-- O CARTEIRO TOCA SEMPRE DUAS VEZES 18:30



Dia 24-- A Lista de Schindler 23:00



Dia 25-- E.T. o Extraterrestre 17:00




Dia 25-- Gandhi 23:15

Assim não!

O que é que eu acho desta treta toda do aborto?


There are nine million bicycles in Beijing
That's a fact,
It's a thing we can't deny
Like the fact that I will love you till I die.

We are twelve billion light years from the edge,
That's a guess,
No-one can ever say it's true
But I know that I will always be with you.

There are six BILLION people in the world
More or less and it makes me feel quite small
But you're the one I love the most of all

Toda a ajuda que pode dar



oh yeah its the coldest winter ever!!

...is in your eyes...

La mer Qu'on voit danser le long des golfes clairs A des reflets d'argent La mer Des reflets changeants Sous la pluie La mer Au ciel d'ete confond Ses blancs moutons Avec les anges si purs La mer bergere d'azur Infinie Voyez Pres des etangs Ces grands roseaux mouilles Voyez Ces oiseaux blancs Et ces maisons rouillees La mer Les a berces Le long des golfes clairs Et d'une chanson d'amour La merA berce mon coeur pour la vie


"We are angels with just one wing,
And we have to embrace each other to fly..."

"If I had wings and I could fly.
I'd still walk with you"
Don't like to get things so personal but...
i was a cutie!!
(brigada vera sena!!!)

"Todas as grandes personagens começaram por serem crianças, mas poucas se recordam disso"
Autor:
Saint-Exupéry , Antoine


O Emigrante

No tempo em que Lisboa ainda era uma mulher romântica, aconteceu a história de um rapaz, que à semelhança de muitos depois dele e alguns antes, decidiu trocar esta pátria ingrata pela fama, essa outra mulher difícil que só obrigada pelo destino decide usar o nosso nome por alguns instantes.
Mas Jacinto já nascera com ela por apelido, não decidisse o destino ignorar aquele filho de pai desconhecido que Deus decidira adoptar. Pois tal apelido foi-lhe legado pela mãe Joana da Alfama, “nome de guerra” de quem vende amor pelas ruas. “Alfama” era assim como que uma fama que vinha dos mouros e ficava ali bem perto do nome de quem não tinha outro apelido para receber. Mas não seria o último apelido que o dito herdaria.
Logo que nasceu, Jacinto conseguira um prodígio, o parto foi tão custoso e tantas horas demorou que Joana, a parteira de serviço e o próprio inquilino que se recusava a deixar aquela casa de 9 meses, tiveram que fazer um intervalo para dormir. E findados dois dias de martírio, Joana com o desgraçado nas mãos decidiu que ia acabar com aquela vida de amor-a-minuto e que ia mas é para esposa de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois as hipóteses de lhe sair outra coisa daquelas do corpo diminuíam drasticamente.
Ou seja Jacinto apenas por nascer, evangelizou a maior mulher-taximetro que havia em terras lusas. Que passou de Joana de Alfama a irmã Dolores da Aparição, freira Carmelita descalça, por nova obrigação e antigo hábito.
Quanto ao rapaz, ele cresceu ao Deus dará pelos bairros pobres de Lisboa, que pediam emprestado o cheiro do peixe amanhado e das imundices de gatos, que acordavam ao pregão da varina e adormeciam ouvindo as ameaças de porrada dos bêbados nas tascas. Onde se cantava um fado sujo e as mulheres se vendiam a metro pelos chulos. Era a Lisboa genuína que nem o próprio nome sabia ler, vestida rota, sem tempo para chorar a pobreza nem escolher almoço. Aqui vivia Jacinto num beco escuro, em casa do patrão, José Fialho, talhante de profissão.
Com ele tinha aprendido o belo ofício; pegar em animais e torna-los comida, tirar pelo, pele, ossos, tripas. Tirar tudo o que fosse parecido com o humano para o Homem ter coragem de os levar à boca. Entravam galinhas, porcos, vitelos, cabritos, leitões, e perus, saía carne em pernas, braços e lombos amputados prontos a serem levados pelas criadas das grandes casas.
Jacinto era talhante desde que se lembrava, tinha sido acolhido por José Fialho, (Zé do Talho para os amigos) um dos clientes mais aficionados da Joana que depois de algumas contas de mercearia que substituíam os testes de DNA de agora, concluiu que podia ser tão pai do miúdo como qualquer outro mas até lhe dava jeito um ajudante. Por isso, levou a criança para casa e ensinou-lhe tudo o que sabia sobre carne e os animais. As lições aconteciam da seguinte maneira, Zé punha a carcaça do animal em cima da mesa e devagar ia mostrando a Jacinto o que se devia fazer, onde era o coração, os rins, o ou os estômagos, o que se devia tirar, o que se devia deixar. Jacinto assistia o cirurgião passando os instrumentos, limpando a testa com um trapo.
No fim da operação, toda aquela carne autopsiada seria cozinhada e adornada em finas porcelanas e oferecida com nomes franceses em sumptuosas refeições.




E no meio disto cresceu Jacinto da Alfama, agora já moço com grande cabeça para o negócio e para a ciência. Foi ele quem deu a ideia de vender gato por lebre, literalmente. E, fazendo isto estabilizou a população felina do bairro e arredores e fez uns dinheiros que dormiam não por cima como ele, mas por baixo do colchão, e que o fazia sonhar com dias de sucesso e fama.
Quanto à ciência, vê-se bem que lhe saia das mãos de veterinário post-mortem, e mesmo sem saber escrevinhar mais que umas letras do nome; um J, um A um C, lá rabiscava no cadernito das contas do mês, com algumas ajudas do barbeiro (medico da altura) a anatomia dos bichos, órgãos dissecados e suas possíveis funções. Oh quantos médicos geniais se perderam por falta de educação. Jacinto teria sido um deles, com certeza.
Mas num daqueles dias que a vida apronta, Jacinto foi-se apaixonar arrebatadamente pela Rosa da Mouraria, prostituta lendária que viera imigrada de Ceuta. Rosa já tinha pelo menos 40 anos, mas trazia uma novidade e pêras. A “dança do ventre” nada tinha a ver com os bailaricos de verão, oh não, era duma ousadia que fazia cócegas no fim da nuca. Lá aparecia ela por uns poucos de reis, entre véus transparentes a dar à cinta, que um dia fora de vespa, e que agora era de elefante. Mas aos olhos do jovem Jacinto que tinha vivido toda a existência entre carnes exuberantes, aquilo tinha o sabor a fina especiaria. Foi amor à primeira vista. Mas um amor destinado ao fracasso.

Pobre Jacinto, nem mãe tivera nem mulher conhecia. Passava noites em claro indagando o mundo feminino com suas carnes finas e frágeis. Como seriam elas por dentro? Nos animais, macho e fêmea lá tinham umas diferenças, mas e nos humanos como seria? Gostava tanto de saber se Rosa era por dentro tão bela como por fora, se seu coração era de ouro, ou de seda, se seu sangue cheirava a cravo, a canela ou antes se tinha o sabor forte do caril.
Uma noite, já com mais álcool que sangue nas veias, partiu da tasca da Adelaide com o fito de ir propor à meretriz um casamento honrado. E para ajudar à cena, convidou o bairro em peso para ir testemunhar a ocasião. O povo que gostava de rixa e bordoada lá foi. Aquilo foram tantas cantorias à janela da Rosa que lhe afugentou a clientela toda. A coitada que já andava numa de promoções a ver se levantava o negócio, fartou-se. E publicamente escorraçou o Jacinto, dizendo que jamais se casaria com tal desgraçado e que o odiava, tudo isto decorado com uns quantos palavrões na língua materna.
A queda foi dura, que aquilo para um homem era demais, tentou suicídio com uma das facas do talho. Mas à última da hora, o Zé interveio e não o deixou fazer tal coisa. Não! Ele valia mais que isso. Ele podia ser alguém nesta vida, caramba. E foi então que o Zé do Talho se encheu de orgulho paternal e depositou no miúdo as economias de uma vida de talhante, e mandou-o emigrar para um sítio qualquer.
E lá foi o Jacinto com a sua malita de ofício, no primeiro navio que encontrou na doca, e só voltou a por os pés numa terra chamada Inglaterra, onde foi viver para um bairro escuro e sujo e arranjou emprego como talhante. A vida não era tão diferente como a de cá, mas Jacinto já não era o mesmo rapaz. Aquele amor infeliz tinha o transtornado, e ficou obcecado pela morfologia interna das mulheres. Queria saber tudo, mas não sabia como.
Uma noite andando por uma viela, meu Deus, ou como se dizia lá na terra, My God, viu um cadáver, sim, era uma mulher morta. Tinha um corte profundo no pescoço. Olhos esgazeados e boca aberta. Jacinto ficou algum tempo a olhar para ela. Devia ser uma prostituta para estar na rua aquela hora da noite.
Foi então que uma ideia lhe passou no espírito e passou uma noite de pura ciência experimental. Passado um mês já sabia tanto sobre mulheres como o maior conquistador. Enquanto isso, os jornais ingleses vendiam aos milhares a notícia do primeiro serial killer. Os nossos ilustres portugueses discutiam nas soirés tal fenómeno moderno, as damas davam gritinhos excitados nos camarotes do teatro, Vá agora é a menina o assassino, assuste-me. Ah, o crime podia ser chique afinal!
Quanto ao Jacinto bem, lá continuava talhante durante o dia, mas enchia-se de cuidado para não esbarrar com tal monstro assassino. Um dia, quando autopsiava mais uma pobre desgraçada que tinha ido deste bairro para outro mais etéreo. Ouviu as sirenes da polícia, Meu Deus. Pensou. Deve ser o assassino, deve andar por perto. Tenho que me esconder. E tão depressa fugiu que se esqueceu da malita com as facas do talho.
No dia seguinte, os jornais saíam furiosos, gritando que acabava de ser encontrada a 5 vitima, o assassino tinha agora um nome próprio, que encontraram na sua mala ao pé do cadáver.

JAC “o estripador”



Em Alfama, as noticias acabaram por chegar, e o Zé do talho deixava escapar sempre uma lagrimazinha de orgulho, quando dizia a quem queria ouvir, que o filho, emigrante em Inglaterra, era tão bom talhante que até já tinha saído nos jornais.

FIM
(2005)


OHHH my 80s!!!
How I MIss You Today!!!