the happy days

Digam lá se este gajo não é brutal, ainda que "nojentamente" brutal.
Já não ficava à espera do fim dum videoclip desde a "garagem da vizinha"

Ler....
Ou a mais memorável noite de bebedeira!
****Xmas Presents For Me (1)****


ou a "Epilépsia Musical"
ou "I Don't Dance Like You Dance"

Para ouvir aos berros!!

Foi desta!
Às 19h na Cinemateca!
- O que quer ser?
- Diplomata.
- Tem uma fortuna?
- Não.
- Tem relacionamento com alguém famoso ou ilustre?
- Não.
- Esqueça a diplomacia.
- Mas o que posso ser?
- Um curioso.
-Isso não é profissão.
-Ainda não. Viaje, escreva, traduza. Aprenda a viver em todo lugar. Comece agora.
.
Da Homossexualidade!
Juro que me assusta que neste mundo, gente verdadeiramente irritante, tenha sucesso!
A saber, o paneleirote do James Blunt, com esta voz de quem bebeu uma overdose de L casei imunitas, de suissinhos, ou outra qualquer beberagem com efeitos colatrais.
É óbvio que o que aqui irrita é exatamente a falta deles!
Porque é que este tipo, como outros que tais, não solta a franga de vez?
Que se deixe de videoclips hetero-tangas e que assuma de vez que o your beautiful foi inspirado no bombeiro lá da zona!

"Ohh, Do your worst Mr.Hughes"


"Ver Fatima e morrer!" ou seria Roma???

Cause tramps like us, Baby we were born to run!!!!!

Prostituição Auditiva
O português gostava era de ouvir as pronuncias dela. Pagava notas só para ficar escutando a noite inteira. Mariana não tinha que fazer mais nada: só divagar, devagar sem sexo e sem nexo. O tuga, militar até aos botões, só queria que a prostituta falasse.

- Mas falar o quê?

A primeira noite ainda a moça perguntou. Depois entendeu que ele gostava era de nenhumices, simples perfume de sílabas. O homem estaria ali por livre e não espontanea vontade? Enfins, coisas de branco.

- Vocês, as pretas, não são como as nossas mulheres.
- Como não somos?
- Vocês falam com o sangue.
Mariana ainda insistiu em namoriscar, remexendo as carnes, toda ela oferecível. Mas ele nada. Ficava quieto, só os olhos desembarcavam no corpo dela. A prostituta até se ofendia com aquela inactuância do macho. Seria porque ela não apresentava tatuagens, como os homens de sua raça requeriam? Mulher sem riscos na flor da pele é mulher escorregadiça. Esse é o mandamento da tradição. Mas parece não era.
- É escusado, Mariana. Eu não toco em preta. Fui educado assim.
- Ao menos me espalhe um creme, mezungo.
- Um creme?
- É que nós, pretas, secamos mais que lagartos. É a nossa raça, me faça um favor.
Mas ele recusava, nem pele nem óleo  Alergia a gorduras, justificava já em antecipado arrepio. Ela, então, a si mesma se besuntava. Demorava os finos dedos nas intimidades, escorria sensualidade pelas reentrâncias  Depois, já bem abrilhantadinha, ela se rebolinava à frente do militar lusitano.
- Ainda você não me quer?
Negativo. Mariana, já sem fogo, deitava em esteira e palavreava sem fim. No colchão rasteiro, o portuga adormecia. Ela ainda ficava falando por um tempo, até se certificar que ele descera às profundezas.
Horas depois, ele se apressava a sair. Pagava os variáveis honorários. Ela amarfanhava os dinheiros no soutien. Já sabia o seguinte: antes de sair o branco lhe pedia para cheirar as notas, tomava-as como se fossem delicadas flores e nelas aspirava fundamente o cheiro do suor dela. Depois, tocava as notas e dizia:
- Eu transpiro para as ter, tu tem-las transpiradas.
Ela sorria, sem entender o repuxado português, quem sabe era um simples lusofolia. Ao despedir-se a mulher sempre insistia em lhe perguntar o nome, apelido de sua existência  Mas ele suavemente se desleixava: nunca, nem jamais.
- Meu nome? Não interessa, não te interessa.
Ele não queria, não podia, não devia. Branco que frequenta as negras não leva sobrenome. É um soldado, ponto final. E colocando um dedo ríspido sobre os lábios de Mariana chegou mesmo a ameaçar: que nunca mais ela se atrevesse a querer saber da identidade dele.
Até que certa noite a prostituta se apresentou afónica, enguiçada nas cordas.
- Hoje não tenho palavra para lhe dar, soldado. 
Foi murmúrio único. Ele se sentou. Sentiu, antecipada, a carência da voz dela. Nunca concebeu que a falta desse reconforto lhe viesse a doer tanto. Olhou para Mariana, estranhando. Canoa se inventou antes do rio? O militar de aprontou em serviço de cozinha. Instantaneou um chá, desses curadouros de garganta. Mariana se consolou mais com o gesto dele que com o remédio.  Rodou a chavena de alumínio enquanto olhava para nada:
- É que bateram em Helena. Mataram ela!
- Quem é essa, a Helena?
- Era uma outra..colega.
Ela dobrou as costas, chorando. O militar se sentou por trás dela e lhe falou. Com voz de mar, suas palavras eram vagas que nunca encontravam praia. E contou-lhe da sua tristeza. Sim, ele também sabia o que era ver morrer um colega. E se perguntava, tal como ela:
- Que faço eu no meio disto tudo? Esta guerra, de quem é esta guerra?
A prostituta deu por ele limpando o rosto na manga. Uma furtiva tristeza, véspera de lágrima? Entendeu tocar-lhe no cabelo, esse cabelo fino que faz com que os brancos aparentem bonecos de brincar. Mas já o português pegava na caixinha do creme.
- Deixa, eu te esfrego, Mariana.
Ela sobrancelhou uma surpresa. Ele aceitava tocar-lhe? Voltou a sentar, oferecendo as costas. A mão dele sonhou, divagande e devagarosa. Os dedos recheados de óleo pareciam chuva escorrendo sobre água. Mariana sentia o aconchego dele.
E eles, muito ambos, aconteceram-se. O soldado escutou, pela primeira vez, o sotaque do corpo dela. O mundo a perder de vistas, o rio perdendo suas margens. No final, bem no fim de tudo, ele se estendeu na esteira e, olhando para além do tecto, disse:
- Sou Raimundo, o major Raimundo!


(do Mia Couto)
Dejá visto....

in wonderland n'a braço de prata
Birds flyin' high you know how I feel
Sun in the sky you know how I feel
Breeze driftin' on by you know how I feel

Its a new dawn, its a new day, its a new life for meyeah,
its a new dawn its a new day its a new life for me ooooooooh

AND I'M FEELING GOOD

Fish in the sea, you know how I feel
River runnin' free you know how I feel
Blossom on the tree you know how I feel

Its a new dawn, its a new day, its a new life for me
And I'm feelin good

Dragonfly out in the sun you know what i mean dont you know
Butterflies all havin' fun you know what I mean
Sleepin' peace when day is done that's what I mean
And this old world is a new world and a bold world for me

Stars when you shine you know how I feel
Scent of the crime you know how I feel
Your freedom is mine, and I know how I feel
Its a new dawn, its a new day, its a new life for me
OH I'M FEELING GOOOOOOOOOOOOOD
http://www.minneapolisfuckingrocks.com/mp3/06%20My%20Egyptian%20Grammar.mp3

http://www.minneapolisfuckingrocks.com/mp3/Fiery%20Furnaces%20-%20Duplexes%20Of%20The%20Dead.mp3

(ohh como era fixe eu saber fazer links bonitinhoss)