#3 Pestana Palace

All I want for christmas is you...
Hoje vou andar à caça de presentes pela cidade.
Decidi deixar alguns por aqui!






Song for a Blue Heart

Ainda estou algo perturbada com a cena de violência-no-sauna do Eastern Promises. Na antiga Grécia devia ser a mesma tara. Go Viggo, go!!
Ele: Querida, já te disse o quanto te adoro?
Ela: Sim, sim.....agora tira as calças!

D


bob is back

e seus heterónimos...
SISTER
BROTHER

SUSHI

andModern Talking

Crónicas de uma Hospedeira Explorada apresenta...
Entre Chulos e Clientes

O tema de hoje é já-quase-nada tabu. Mas ainda assim, é por demais evidente as analogías que podem ser feitas entre uma hospedeira e uma mulher da vida, vulgo, pêga!

A única coisa que realmente as distingue é a mais importante. Mas excluindo o pequeno factor S, também a desgraçada e engraçada hospedeira se encontra entre o chulo e o cliente.

O alegre proxeneta, no nosso caso, são as infalíveis agências promotoras de eventos. A biblica missão destas é: extorquir o maior capital possivel ao cliente dando o menos possivel à hospedeira. Como qualquer chulo que se preze.

Por seu lado, o cliente é o cliente, nem houve a pressa de lhe mudar o nome. O cliente geralmente vem com um "O" atrás, maior ou menor conforme o dinheiro que está a perder na bela e inutil acção de marketing. Normalmente quando o chulo fala do cliente, abre muito os olhos, do genero: "o" cliente vem aí" ou "vai lá estar "o" cliente"! E a hospedeira fica ligeiramente apreensiva com o tamanho do "O" do cliente.

Ainda assim, uma hospedeira não se pode dar ao luxo de ser Freelancer. O perverso mercado obriga à chulisse! A questão é tão antiga como o mundo: Já imaginam a prostituta das cavernas-prostitutis-mulheris bem à Flinstone, na esquina da gruta abanando o pernil. O problema é que esta profissional rápido se apercebe que vai ter que dar uma cota parte da comida pré-histórica que recebe ao homo-chulus, em troca de contactos. Por seu lado o homo-chulus não faz mais nada da vida do que falar, aos amigos casados, da bela moça que tem por conta.

Passados milhões de anos, a salganhada mantém-se. Ilustremos.

A marca X de bebidas alcoolicas (o cliente) quer vender mais. Dá-se uma brilhante reunião no departamento de marketing e um dos otários em brainstorming (actividade verdadeiramente perigosa onde a estupidez se consegue multiplicar pelo numero de idiotas intervenientes), tem a infeliz ideia, que "giro, giro, eram três gajas boas a fazer de astronauta, em lingerie, bem no meio no carrefour de chelas, ao pé da zona dos congelados." Os outros ótarios seniors batem palmas cheios de gáudio porque não só a ideia é completamente absurda como é o sonho cor de rosa do surreal mundo masculino. Gajas Nuas!

Num segundo passo, faz se uma meeting com a agência de promoção escolhida (o chulo). Mascara-se a ordinareca ideia com palavras inglesas sustentadas pelo Latest Dictionary of Marketing ou Branding pra tótós e passa-se à escolha da mercadoria.

O que se dá de seguida é praticamente similar a uma feira de gado texano.

-Ora faxavor eu queria uma loira, uma morena e uma ruiva, com 1,80 e bem mamalhudas.
-Temos aqui estas seis dentro desses parâmetros. Ruivas é mais difícil mas existe a Karina que não é muito avantajada mas mete-se-lhe uns apliques e fica logo qual Gina Lolobrigida.
Também temos a Tatiana que só tem 1,50 mas tem um rabiosque tão-à-preta que ninguém vai perceber que tem a altura do Noddy.

Depois de mais umas conversações à volta da caderneta dos cromos, "o" cliente lá escolhe as meninas que o chulo tão bem vendeu.

É nesta altura que a hospedeira, que se encontra envolta em brilhantes questões do mundo académico, recebe "O" telefonema.

-Alô hospedeira, tá boa? Olhe está disponível dia 9,1o,11,12 de Dezembro, das 9 da manhã às 23h?
(A hospedeira até espuma sobre os apontamentos. Odeia a pergunta, pois o chulo omite o que realmente interessa, o dinheiro e a função a desempenhar, e daí responde meio a medo)
-Em principio.... mas... o que é que é para fazer?
-Ahhhh não custa nada! É só dar uns folhetos. Nada de especial! E vai ganhar bem, einn, 400€!
(A hospedeira noviça rápido se deixa convencer pela dinheirama tão fácil e rápida)
-Combinado, ahhh e a farda como é?
-Oh, ainda não sei (mente) mas acho que vai ser divertidissima (sinónimo para ultrajante). Beijinhos e até breve.

Será só um dia antes da acção que a hospedeira será briefada (de briefing= quantidade de horas inúteis passadas num escritório longe de casa para ser formada sobre questões que se apreendem em 10 minutos e experimentação da "farda") e chegará à conclusão, infelizmente tardia, que sim, irá entregar folhetos, mas que estará por 4 infernais dias, praticamente nua, na secção dos congelados, em pleno supermercado, e de capacete de astronauta. Iuri Gargarin versão eróticó-alcoolica.

E de repente, uma mulher diplomada que jamais faria certas figuras apanha-se, à conta de uns cobres, neste estado!

Dia da acção, e eis que chega "O" cliente, de porte majestoso por entre as prateleiras do super e, constata se de facto, tantos anos do curso inferior de marketing valeram mesmo a pena....É que há 600 mitras em cima das meninas-cosmonautas-azuis-de-tanto-frio-a-desmaiar-de-fome-e-a-taparem-se-com-os-folhetos, e nem uma garrafa vendida!!!!!

-Estranho- diz o génio- e depois de muito ponderar no paradoxo "porque é que gajas astronautas não sobem as vendas?"
conclui, com toda a pujança - "Tirem o soutien"

On aimait bien le Mauvais
Garçons (Rua da Rosa, 39)
et le Tourbillon de la Vie
pela Jeanne Moreau

barcelona, era mais ou menos assim.


Tati, para quando ainda não havia Amélie!

"E se, por algum azar, eu alguma vez tiver que ser homem...Não serei outro que não este. E mai nada!"

- So tell me He-man : WHY SHOULD I GROW OLD?
So, so you think you can tell Heaven from Hell,blue skies from pain.Can you tell a green field from a cold steel rail?A smile from a veil?Do you think you can tell?And did they get you to trade your heroes for ghosts? Hot ashes for trees?Hot air for a cool breeze?Cold comfort for change?And did you exchange a walk on part in the war for a lead role in a cage?How I wish, how I wish you were here.We're just two lost souls swimming in a fish bowl, year after year,Running over the same old ground. What have we found? The same old fears.Wish you were here.

Crónicas de uma Hospedeira Explorada apresenta...
Da Segunda Pele

Se não se põe a pau, a hospedeira pode ser confundida com um cabide. Pior. Mesmo posta a pau, a hospedeira é usada à laia daqueles manequins carecas, com braços revirados e cintura meio torta, que não foram despedidos das lojas de roupa estreadas ainda nos anos pré-revolução.

Noutra gíria, a hospedeira é como aquelas bonecas de papel nuas a quem se cola por cima, bocados de papel que se fingem de calças, t-shirts e outros panos.
O resultado é igualmente decepcionante.

Conclusão: a grande preocupação da hospedeira, a seguir ao diminuto cachet de que vai ser vítima, dirige-se para a questão da FARDA.

A FARDA é o nosso papão. Toda a hospedeira tem medo da FARDA. E no entanto toda a hospedeira acalenta o vago sonho, de poder levar a farda para casa no fim do trabalho, com o mesmo carinho e/ou repulsa com que o actor hetero Hamlet versão gay, quer ficar com a caveira de Yorick como recuerdo.

A hospedeira está contente hoje, a sua presente farda torna-a na mulher mais bem vestida-inútil de todo o shopping ( o que não é nada má estatistica, contando com os milhares de visitantes vestidos e inúteis)

Entre o vestido mini saia-farfalhuda e o salto alto que chia e se enfia nos buracos do soalho ali ao pé do macdonals (sobretudo quando a hospedeira usufrui dos seus minutos de repasto) só sobra mesmo o cinto-cinta que há que ser removido para beneficio de uma digestão não ruminante. Ainda assim a hospedeira, de longe, faz um figurão.

Mas tempos houve, em que outras Fardas reinaram. Abre-se "O" album de fotografias- autêntico fenomeno do bizarro- e aí se vê.....

1.Hospedeira de asas verdes enormes - de cupido - a tentar entrar na bela casa-de-banho-de-festival.
2.Hospedeira de farda-de-empregada-Neuza, de carrinha até ao algarve.
3.Hospedeira num belo fato de corte masculino, agarrada ao microfone, a dar em doida com 72 horas de congresso de figados.
4.Hospedeira vestida de pêga-inter-galática, com cara de quem acabou de passar a noite com a enfermeira chefe de "Voando Sobre um Ninho de Cucos", a servir vodkas com tudo.
5.Hospedeira de calçonete e boné, a dar pipocas a gente feia e alguns ciganos, nas barbas da estação do Oriente.
6.Hospedeira-Priscila de fulvos caracois, top dourado à "Pretty Woman" versão Bollywood, e calçãozinho de cetim a tentar receber o povão inaugurante da Fnac.
7.Hospedeira morena, de top implorando: "pede-me um desejo", a fazer pandam com uma loira e com um smart da Sagres.
8.Hospedeira de fato de treino a encaminhar crianças ranhosas, celebrando a invenção do iogurte.
9.Hospedeira vestida tropicalmente, com cartazes a dizer "arrefecimento global", interropendo a malta de escritório para oferecer um suminho.
10.Hospedeira de amarelo canario, com pomponetes fazendo as delicias da plebe de olho-guloso, nos timeouts dum qualquer campionato de basquete.

e a lista continua, escandalosa........

Sim, olhando para trás, a hospedeira está contente hoje.
Mas quem sabe o que lhe reserva a próxima Farda....
"Once" i met an irish guy who sang songs in the street.
"Once" i met a girl who brought her vacuum cleaner for me to fix.

E decidiram gravar umas músicas, just "once"
Não é um musical, é só um filme para uma banda sonora.

A vida é tramada.
Mas só às vezes...
#2 Vertigo
Salvé......
acabei o MOLESKINE#1



song for friday

jefferson airplane
white rabbitt
meets Disney's blondy

when the street act's like Cheshire Cat
estação de metro do parque

Crónicas de uma Hospedeira Explorada apresenta....
Tropeções e outras Taras


É verdade, a hospedeira confirma, os idiotas que tropeçam no stand, têm todos uma atitude em comum. E sim, esta atitude é a coisa mais aparvalhada que se pode ter.... Pedir Desculpa!
Pois é, a malta tropeça e diz entredentes ....."ui, desculpe", enquanto se encolhe toda perante o deslize quase fatal.
É que o nosso stand, tem uma rampinha de lançamento bem filha.da.puta, prá malta que decide usar aquilo como passagem prá outra margem. E é daí que surgem os momentos de verdadeiro lazer da hospedeira (parte do contracto laboral, pois o proletariado carece de diversão bem reles). E quase ninguém escapa à armadilha mortal....

Vai um borracho convencido, daquela espécie que vem com as calças a deslizar nos fundilhos de onde espreita a absurda cueca, e lança o olhinho safardana enquanto dá uma cotovelada ao amigo, como quem diz "mira-ma-quela-gaja" e trunfas, lá vai ele quase de cornetas ao chão para rezar à muçulmano.

E a piquena criança que pouco deve à gravidade, até parece que faz de propósito e depois de tropeçar no stand, tropeça no pai, na mãe e na avó que também já tropeçaram, e aquilo parece a "família feliz" dos chinocas. Podia tar tudo bêbado que ia dar ao mesmo copo. Lá começa o puto num berreiro de quem diz "porque é que estes sacanas nunca me agarram a tempo."

E a tia, toda empertigada a cheirar a Xannel 5,6 e 7 tudo duma vez, que ainda tem a lata de me vir perguntar onde é a perfumaria e virar costas sem um "bem haja", catrapummm, fica logo a fazer o pino à espanhola, para meu infinito deleite.

Pena, pena, só tenho mesmo da última e mais vitimizada tipologia de gente tropeçante, A Velhota, vulgo, Avó! Vai ela tica-tica-tica, à Fnac comprar o último livrinho da serie eroticó-geriatica da moda, que irá ser clandestinamente forrado com o "Jesus é Vida", revista das testemunhas de Jeová-primavera-verão, e eis não quando, iiiiiiiiiiii ááááááá-faz-o cowboi, lá vai ela toda ao chão, de qualquer maneira. Já vi de cara, de nariz, de rabiosque, de nuca e de braço. A velhota não desilude, caí como a folha seca. Já sabemos que vai cair, mas quando e como é sempre aquela surpresa.

Ai,ai, suspira a hospedeira, como é frágil o nosso sistema locomotivo-duas-pernas, suponho que foi pra isso que se inventou o fofo rabo e seus airbags Lindor!

Conclusão, a malta tropeça e cai, mas com mais dignidade que Viriato e suas ovelhas guerreiras, levanta-se e de nariz bem ao alto, e diz ..... "Não se preocupe, caí lindamente"
Graças a Deus....
#1 Fábrica do Braço de Prata
O artista, como ser preguiçoso e "não sou o unico a olhar o céu" que é, precisa de restrições várias vezes!
Daí que dou por aberta a época de caça ao meu mini-projecto deste novo ano que se adivinha!
Intitulado BATHROOM SERIES......
Já sabem, quem estiver por aí, se conhecerem Casas de Banho que valham a pena, para bem ou mal, deixem um comment.
E pode ser, quiçá, um guia de Lisboa diferente. Afinal todo o mundo precisa dxi um banheiro, e quando precisa, precisa mesmo! enjoyyy
Crónicas de uma Hospedeira Explorada apresenta....
Considerações sobre Escadas Rolantes


É qualquer coisa de fascinante barra aborrecido, estar de frente para umas escadas rolantes 6 horas por dia traço dois dias por semana.

Aborrecido, porque estou confinada a trilhar uma área com tão poucos metros rectângulos que nem dá para abater os amburgueres sem H (porque um euro não compra tudo) que costumo papar depressa lá no Mac, enquanto vejo as gentes descendo o Chiado, fintando os tipos dos cães mais as suas flautinhas anémicas.

Fascinante, bem, fascinante porque tenho à minha frente um quadro que muda em cada segundo, tipo cachueira (tem U?) de gente, e toda a sabedoria social que pode advir da atenta contemplação da raça.

Gente. Gente feia a valer. Feia mediavalmente, como só um português no Inverno consegue ser. Gente que desce por um lado e sobe pelo outro. De uma lado saem-me caras e de outro, chamemos-lhe costas, para sermos simpáticos. Até aqui nada de novo.

Concluo então que existem dois tipos de gente feia numa escada rolante; a que dá mais importância à parte das "escadas" e por isso desce ou sobe, fingindo iniciativa. E a que se concentra na parte do "rolantes" e se deixa rolar tranquilamente, com uma expressão bovina, de mão-no-corrimão.

Agora que penso nisso, este corrimão deve ter mais germes que uma daquelas pêgas que faziam sorrir os americanos lá no Vietname, isto se quisermos ser higienicamente corteses. É que praticamente toda a gente passa a manápula pela bela passadeira preta (não fazem de outras cores?), que dá aquele aconchego de borracha que falta à barra das bailarinas.

Gosto de me concentrar na malta que desce. Acabou de chegar. Vem à Fnac comprar o último Miguelsousatavares ou outra pirosada manhosa para pôr no sapatinho. Ou vem roubar qualquer coisa à Natura, quiçá o urso esfrangalhado (salvem-no, please). Ou, terceira hipótese, vêm perguntar-me alguma coisa.....

"ó menina desculpe sa-be-me-dizer-donde-são-mos-lavabos?"
(isto em varias línguas, espanholês, inglês, francês, português vernáculo e outras taras. A malta gosta do típico WC (o que quer dizer, mesmo?) público, deve querer lavar a mãozinha depois do corrimão.

"Olhe desculpe onde é que há aqui uma loja de atoalhados, tipo de turcos e assim tá a ver"
(Não! Próximo)

"Hello, we want to buy traditional things, u know, like wine and the cock"
(-the cock??? "yess the portuguese cock" - começa a ser divertido - "the cock with the colours" - United Cocks of Beneton??? Ahhhh o Galo de Barcelos, esse Ovo de Faberge versão Ibérica)

"Ó menina, onde é que está o pai Natal?"
(Lapónia??? Ah. o tipo de 50 anos e barba falsa que está a apalpar criancinhas e a tirar fotos? Lá em cima, cara avó, só subir as escadinhas.)

"Olhe desculpe, a mim disseram me que aqui no Chiado, havia uma loja para comprar botões e linhas pro ponto cruz"
(Tá desculpada. Próximo)

"Allo, parle vous français? Pingu Dox???? Pingu Dox?"
(Peça ao Pai Natal, tá lá em cima, vá atrás da velhinha , não compreendes pá?? então vai à Fnac comprar o dicionário! Obrigadu)


E por ai fora, a Hospedeira explorada barra fascinada traço aborrecida escreve para esquecer.
Amanhã falaremos sobre o grande fenómeno do stand. A gente que tropeça e cai de cara, de e o que houver lá pelo meio, mesmo aos pés dos meus saltos altos Zara, a não perder nos Armazéns do Chiado.

Phone-ix

Vamos ver se vai pegar!!!

WIM WENDERS pisca o olho ao HOPPER?

http://www.myspace.com/dengaz
"Today painters do not have to go to a subject matter outside of themselves (...) They work from within"
Jackon Pollock, 1950

Achmed, The Dead Terrorist

Silence...I´ll kill you!!!

"Tele-fonar significa falar de longe. Não conseguir comunicar sem distância. Hoje as pessoas são todas tele-fónicas e tele-visiveis porque são todas perto-fóbicas."

in Apocalipse Nau, Rui Zink
Ver e ouvir!
the happy days

Digam lá se este gajo não é brutal, ainda que "nojentamente" brutal.
Já não ficava à espera do fim dum videoclip desde a "garagem da vizinha"

Ler....
Ou a mais memorável noite de bebedeira!
****Xmas Presents For Me (1)****


ou a "Epilépsia Musical"
ou "I Don't Dance Like You Dance"

Para ouvir aos berros!!

Foi desta!
Às 19h na Cinemateca!
- O que quer ser?
- Diplomata.
- Tem uma fortuna?
- Não.
- Tem relacionamento com alguém famoso ou ilustre?
- Não.
- Esqueça a diplomacia.
- Mas o que posso ser?
- Um curioso.
-Isso não é profissão.
-Ainda não. Viaje, escreva, traduza. Aprenda a viver em todo lugar. Comece agora.
.
Da Homossexualidade!
Juro que me assusta que neste mundo, gente verdadeiramente irritante, tenha sucesso!
A saber, o paneleirote do James Blunt, com esta voz de quem bebeu uma overdose de L casei imunitas, de suissinhos, ou outra qualquer beberagem com efeitos colatrais.
É óbvio que o que aqui irrita é exatamente a falta deles!
Porque é que este tipo, como outros que tais, não solta a franga de vez?
Que se deixe de videoclips hetero-tangas e que assuma de vez que o your beautiful foi inspirado no bombeiro lá da zona!

"Ohh, Do your worst Mr.Hughes"


"Ver Fatima e morrer!" ou seria Roma???

Cause tramps like us, Baby we were born to run!!!!!

Prostituição Auditiva
O português gostava era de ouvir as pronuncias dela. Pagava notas só para ficar escutando a noite inteira. Mariana não tinha que fazer mais nada: só divagar, devagar sem sexo e sem nexo. O tuga, militar até aos botões, só queria que a prostituta falasse.

- Mas falar o quê?

A primeira noite ainda a moça perguntou. Depois entendeu que ele gostava era de nenhumices, simples perfume de sílabas. O homem estaria ali por livre e não espontanea vontade? Enfins, coisas de branco.

- Vocês, as pretas, não são como as nossas mulheres.
- Como não somos?
- Vocês falam com o sangue.
Mariana ainda insistiu em namoriscar, remexendo as carnes, toda ela oferecível. Mas ele nada. Ficava quieto, só os olhos desembarcavam no corpo dela. A prostituta até se ofendia com aquela inactuância do macho. Seria porque ela não apresentava tatuagens, como os homens de sua raça requeriam? Mulher sem riscos na flor da pele é mulher escorregadiça. Esse é o mandamento da tradição. Mas parece não era.
- É escusado, Mariana. Eu não toco em preta. Fui educado assim.
- Ao menos me espalhe um creme, mezungo.
- Um creme?
- É que nós, pretas, secamos mais que lagartos. É a nossa raça, me faça um favor.
Mas ele recusava, nem pele nem óleo  Alergia a gorduras, justificava já em antecipado arrepio. Ela, então, a si mesma se besuntava. Demorava os finos dedos nas intimidades, escorria sensualidade pelas reentrâncias  Depois, já bem abrilhantadinha, ela se rebolinava à frente do militar lusitano.
- Ainda você não me quer?
Negativo. Mariana, já sem fogo, deitava em esteira e palavreava sem fim. No colchão rasteiro, o portuga adormecia. Ela ainda ficava falando por um tempo, até se certificar que ele descera às profundezas.
Horas depois, ele se apressava a sair. Pagava os variáveis honorários. Ela amarfanhava os dinheiros no soutien. Já sabia o seguinte: antes de sair o branco lhe pedia para cheirar as notas, tomava-as como se fossem delicadas flores e nelas aspirava fundamente o cheiro do suor dela. Depois, tocava as notas e dizia:
- Eu transpiro para as ter, tu tem-las transpiradas.
Ela sorria, sem entender o repuxado português, quem sabe era um simples lusofolia. Ao despedir-se a mulher sempre insistia em lhe perguntar o nome, apelido de sua existência  Mas ele suavemente se desleixava: nunca, nem jamais.
- Meu nome? Não interessa, não te interessa.
Ele não queria, não podia, não devia. Branco que frequenta as negras não leva sobrenome. É um soldado, ponto final. E colocando um dedo ríspido sobre os lábios de Mariana chegou mesmo a ameaçar: que nunca mais ela se atrevesse a querer saber da identidade dele.
Até que certa noite a prostituta se apresentou afónica, enguiçada nas cordas.
- Hoje não tenho palavra para lhe dar, soldado. 
Foi murmúrio único. Ele se sentou. Sentiu, antecipada, a carência da voz dela. Nunca concebeu que a falta desse reconforto lhe viesse a doer tanto. Olhou para Mariana, estranhando. Canoa se inventou antes do rio? O militar de aprontou em serviço de cozinha. Instantaneou um chá, desses curadouros de garganta. Mariana se consolou mais com o gesto dele que com o remédio.  Rodou a chavena de alumínio enquanto olhava para nada:
- É que bateram em Helena. Mataram ela!
- Quem é essa, a Helena?
- Era uma outra..colega.
Ela dobrou as costas, chorando. O militar se sentou por trás dela e lhe falou. Com voz de mar, suas palavras eram vagas que nunca encontravam praia. E contou-lhe da sua tristeza. Sim, ele também sabia o que era ver morrer um colega. E se perguntava, tal como ela:
- Que faço eu no meio disto tudo? Esta guerra, de quem é esta guerra?
A prostituta deu por ele limpando o rosto na manga. Uma furtiva tristeza, véspera de lágrima? Entendeu tocar-lhe no cabelo, esse cabelo fino que faz com que os brancos aparentem bonecos de brincar. Mas já o português pegava na caixinha do creme.
- Deixa, eu te esfrego, Mariana.
Ela sobrancelhou uma surpresa. Ele aceitava tocar-lhe? Voltou a sentar, oferecendo as costas. A mão dele sonhou, divagande e devagarosa. Os dedos recheados de óleo pareciam chuva escorrendo sobre água. Mariana sentia o aconchego dele.
E eles, muito ambos, aconteceram-se. O soldado escutou, pela primeira vez, o sotaque do corpo dela. O mundo a perder de vistas, o rio perdendo suas margens. No final, bem no fim de tudo, ele se estendeu na esteira e, olhando para além do tecto, disse:
- Sou Raimundo, o major Raimundo!


(do Mia Couto)
Dejá visto....

in wonderland n'a braço de prata
Birds flyin' high you know how I feel
Sun in the sky you know how I feel
Breeze driftin' on by you know how I feel

Its a new dawn, its a new day, its a new life for meyeah,
its a new dawn its a new day its a new life for me ooooooooh

AND I'M FEELING GOOD

Fish in the sea, you know how I feel
River runnin' free you know how I feel
Blossom on the tree you know how I feel

Its a new dawn, its a new day, its a new life for me
And I'm feelin good

Dragonfly out in the sun you know what i mean dont you know
Butterflies all havin' fun you know what I mean
Sleepin' peace when day is done that's what I mean
And this old world is a new world and a bold world for me

Stars when you shine you know how I feel
Scent of the crime you know how I feel
Your freedom is mine, and I know how I feel
Its a new dawn, its a new day, its a new life for me
OH I'M FEELING GOOOOOOOOOOOOOD
http://www.minneapolisfuckingrocks.com/mp3/06%20My%20Egyptian%20Grammar.mp3

http://www.minneapolisfuckingrocks.com/mp3/Fiery%20Furnaces%20-%20Duplexes%20Of%20The%20Dead.mp3

(ohh como era fixe eu saber fazer links bonitinhoss)
AFTER THE LEGS FETISH.........



THE BEST GRINDHOUSE MOVIE
IS YET TO COME......

MACHETE

"Eis a grande raiva!
Misturem-na com rosas
e chamem-lhe vida."


José Gomes Ferreira

algures na rua do século

DOMINO,
tony scott,

OBRIGATÓRIO VER!!
FAST AND PHOTOSHOPED!!

Of Sweetness and Light!
Remembering the good days....