When I met you in the restaurant You could tell I was no debutante
You asked me what's my pleasure A movie or a measure?
I'll have a cup of tea and tell you of my dreaming
Dreaming is free
I don't want to live on charity Pleasure's real or is it fantasy?
Reel to reel is living rarity People stop and stare at me
We just walk on by - we just keep on dreaming
Feet feet, walking a two mile Meet meet, meet me at the turnstile
I never met him, I'll never forget him Dream dream, even for a little while
Dream dream, filling up an idle hour Fade away, radiate
I sit by and watch the river flow I sit by and watch the traffic go
Imagine something of your very own Something you can have and hold
I'd build a road in gold just to have some dreaming
Dreaming is freeDreamingDreaming is freeDreamingDreaming is free
A viagem à india foi o verdadeiro filme de BOLLIWOOD, houve conversas com a mafia, viagens loucas de autocarro ao som de hits hindi, pneus furados e chantagens, houve romance internacional em varias linguas, comidas estranhissimas, horas na casa de banho (e que casas de banho), febres de meia noite, escaldoes no rabo, quase ataques cardiacos, manjares em mosquiteiros, missas campais, maldiçoes de padres forretas, andamos de pijama e lençol e cobertor pelas ruas, brincamos com Moglis, voamos de elefante, dormimos nos comboios, nos rickshaws e na praia. Conhecemos isrealitas cheios de LSD, franceses jardineiros, australianos com medo de comer gelados, coreanas de luvas, americanos de sangue quente, portuguesas do porto doidas varridas e porreirissimas, goeses de sonho, indianos de pesadelo.
Compramos livros já lidos a cheirar a caril, lenços de seda a fingir, pratas de pechibeque, bindis pra tola, cobertores, saias, calças à alibabá (que eram gozadas por todos os monhés), fomos vitimas de todos os esquemas possiveis "do tapete", "do guru", "das taxas de hotel", "taxas extra de tlm", "taxas para entrar na cidade", "taxas para andar com mala", "taxas por ser turista", "taxas por sermos giras", "taxas das taxas", e a todas dissemos "NAO PAGAMOS, CARA"$)!$)#(%"
Todos os dias tivemos a vida em perigo, todos os dias conhecemos gente nova, sitios lindos, sitios horrorosos, viajamos em todos os transportes e comemos tudo o que havia para comer, viciamo-nos em Atarax, Charope para a Tosse, e rebuçados para a tosse das freiras dos Himalaias fora da validade.
Fizemos guerra de tintas no Carnaval, fomos a um arraial bem tuga, passamos uma semana a arroz, bananas e cocacolas e horas e horas deitadas em jaulas de ferro de autocarros em contra-mão a ouvir indianos a arrotar, escarrar, cuspir e outras maravilhas da actividade biologica. Aprendemos a rezar a um elefante e a um macaco, a "evacuar" para buracos no chão e a cantar musicas hindi e a dormir em quartos sem casa de banho, sem janelas, com janelas a mais, sem vidros, com barulho, com armarios com monstros, com portas de swinging, com acaros, em lençois com nodoas, com buracos em edredons e cobertores usadisssimos desde o tempo do gandhi. Rimos e gritamos e choramos e ainda levamos com vomitado de bebe indiano mas.....
SOBREVIVEMOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS
e agora prometo escrever tudo tintin por tintin
Andei a guardar o pacote de açucar mágico para hoje!!estarei por http://mami-e-rita-na-india.blogspot.com/

ROBBIE: Dear Cecilia, you'd be forgiven for thinking me mad the way I acted (In my dreams i .. .)this afternoon. The truth is (...kiss your cunt...), I feel rather lightheaded and foolish in your presence, (...your sweet wet cunt.) Cee, and I don't think I can blame the heat.

Woody Allen

Song for a Blue Heart
Entre Chulos e Clientes
O tema de hoje é já-quase-nada tabu. Mas ainda assim, é por demais evidente as analogías que podem ser feitas entre uma hospedeira e uma mulher da vida, vulgo, pêga!
A única coisa que realmente as distingue é a mais importante. Mas excluindo o pequeno factor S, também a desgraçada e engraçada hospedeira se encontra entre o chulo e o cliente.
O alegre proxeneta, no nosso caso, são as infalíveis agências promotoras de eventos. A biblica missão destas é: extorquir o maior capital possivel ao cliente dando o menos possivel à hospedeira. Como qualquer chulo que se preze.
Por seu lado, o cliente é o cliente, nem houve a pressa de lhe mudar o nome. O cliente geralmente vem com um "O" atrás, maior ou menor conforme o dinheiro que está a perder na bela e inutil acção de marketing. Normalmente quando o chulo fala do cliente, abre muito os olhos, do genero: "o" cliente vem aí" ou "vai lá estar "o" cliente"! E a hospedeira fica ligeiramente apreensiva com o tamanho do "O" do cliente.
Ainda assim, uma hospedeira não se pode dar ao luxo de ser Freelancer. O perverso mercado obriga à chulisse! A questão é tão antiga como o mundo: Já imaginam a prostituta das cavernas-prostitutis-mulheris bem à Flinstone, na esquina da gruta abanando o pernil. O problema é que esta profissional rápido se apercebe que vai ter que dar uma cota parte da comida pré-histórica que recebe ao homo-chulus, em troca de contactos. Por seu lado o homo-chulus não faz mais nada da vida do que falar, aos amigos casados, da bela moça que tem por conta.
Passados milhões de anos, a salganhada mantém-se. Ilustremos.
A marca X de bebidas alcoolicas (o cliente) quer vender mais. Dá-se uma brilhante reunião no departamento de marketing e um dos otários em brainstorming (actividade verdadeiramente perigosa onde a estupidez se consegue multiplicar pelo numero de idiotas intervenientes), tem a infeliz ideia, que "giro, giro, eram três gajas boas a fazer de astronauta, em lingerie, bem no meio no carrefour de chelas, ao pé da zona dos congelados." Os outros ótarios seniors batem palmas cheios de gáudio porque não só a ideia é completamente absurda como é o sonho cor de rosa do surreal mundo masculino. Gajas Nuas!
Num segundo passo, faz se uma meeting com a agência de promoção escolhida (o chulo). Mascara-se a ordinareca ideia com palavras inglesas sustentadas pelo Latest Dictionary of Marketing ou Branding pra tótós e passa-se à escolha da mercadoria.
O que se dá de seguida é praticamente similar a uma feira de gado texano.
-Ora faxavor eu queria uma loira, uma morena e uma ruiva, com 1,80 e bem mamalhudas.
-Temos aqui estas seis dentro desses parâmetros. Ruivas é mais difícil mas existe a Karina que não é muito avantajada mas mete-se-lhe uns apliques e fica logo qual Gina Lolobrigida.
Também temos a Tatiana que só tem 1,50 mas tem um rabiosque tão-à-preta que ninguém vai perceber que tem a altura do Noddy.
Depois de mais umas conversações à volta da caderneta dos cromos, "o" cliente lá escolhe as meninas que o chulo tão bem vendeu.
É nesta altura que a hospedeira, que se encontra envolta em brilhantes questões do mundo académico, recebe "O" telefonema.
-Alô hospedeira, tá boa? Olhe está disponível dia 9,1o,11,12 de Dezembro, das 9 da manhã às 23h?
(A hospedeira até espuma sobre os apontamentos. Odeia a pergunta, pois o chulo omite o que realmente interessa, o dinheiro e a função a desempenhar, e daí responde meio a medo)
-Em principio.... mas... o que é que é para fazer?
-Ahhhh não custa nada! É só dar uns folhetos. Nada de especial! E vai ganhar bem, einn, 400€!
(A hospedeira noviça rápido se deixa convencer pela dinheirama tão fácil e rápida)
-Combinado, ahhh e a farda como é?
-Oh, ainda não sei (mente) mas acho que vai ser divertidissima (sinónimo para ultrajante). Beijinhos e até breve.
Será só um dia antes da acção que a hospedeira será briefada (de briefing= quantidade de horas inúteis passadas num escritório longe de casa para ser formada sobre questões que se apreendem em 10 minutos e experimentação da "farda") e chegará à conclusão, infelizmente tardia, que sim, irá entregar folhetos, mas que estará por 4 infernais dias, praticamente nua, na secção dos congelados, em pleno supermercado, e de capacete de astronauta. Iuri Gargarin versão eróticó-alcoolica.
E de repente, uma mulher diplomada que jamais faria certas figuras apanha-se, à conta de uns cobres, neste estado!
Dia da acção, e eis que chega "O" cliente, de porte majestoso por entre as prateleiras do super e, constata se de facto, tantos anos do curso inferior de marketing valeram mesmo a pena....É que há 600 mitras em cima das meninas-cosmonautas-azuis-de-tanto-frio-a-desmaiar-de-fome-e-a-taparem-se-com-os-folhetos, e nem uma garrafa vendida!!!!!
-Estranho- diz o génio- e depois de muito ponderar no paradoxo "porque é que gajas astronautas não sobem as vendas?"
conclui, com toda a pujança - "Tirem o soutien"
So, so you think you can tell Heaven from Hell,blue skies from pain.Can you tell a green field from a cold steel rail?A smile from a veil?Do you think you can tell?And did they get you to trade your heroes for ghosts? Hot ashes for trees?Hot air for a cool breeze?Cold comfort for change?And did you exchange a walk on part in the war for a lead role in a cage?How I wish, how I wish you were here.We're just two lost souls swimming in a fish bowl, year after year,Running over the same old ground. What have we found? The same old fears.Wish you were here.Da Segunda Pele
Se não se põe a pau, a hospedeira pode ser confundida com um cabide. Pior. Mesmo posta a pau, a hospedeira é usada à laia daqueles manequins carecas, com braços revirados e cintura meio torta, que não foram despedidos das lojas de roupa estreadas ainda nos anos pré-revolução.
Noutra gíria, a hospedeira é como aquelas bonecas de papel nuas a quem se cola por cima, bocados de papel que se fingem de calças, t-shirts e outros panos. O resultado é igualmente decepcionante.
Conclusão: a grande preocupação da hospedeira, a seguir ao diminuto cachet de que vai ser vítima, dirige-se para a questão da FARDA.
A FARDA é o nosso papão. Toda a hospedeira tem medo da FARDA. E no entanto toda a hospedeira acalenta o vago sonho, de poder levar a farda para casa no fim do trabalho, com o mesmo carinho e/ou repulsa com que o actor hetero Hamlet versão gay, quer ficar com a caveira de Yorick como recuerdo.
A hospedeira está contente hoje, a sua presente farda torna-a na mulher mais bem vestida-inútil de todo o shopping ( o que não é nada má estatistica, contando com os milhares de visitantes vestidos e inúteis)
Entre o vestido mini saia-farfalhuda e o salto alto que chia e se enfia nos buracos do soalho ali ao pé do macdonals (sobretudo quando a hospedeira usufrui dos seus minutos de repasto) só sobra mesmo o cinto-cinta que há que ser removido para beneficio de uma digestão não ruminante. Ainda assim a hospedeira, de longe, faz um figurão.
Mas tempos houve, em que outras Fardas reinaram. Abre-se "O" album de fotografias- autêntico fenomeno do bizarro- e aí se vê.....
1.Hospedeira de asas verdes enormes - de cupido - a tentar entrar na bela casa-de-banho-de-festival.
2.Hospedeira de farda-de-empregada-Neuza, de carrinha até ao algarve.
3.Hospedeira num belo fato de corte masculino, agarrada ao microfone, a dar em doida com 72 horas de congresso de figados.
4.Hospedeira vestida de pêga-inter-galática, com cara de quem acabou de passar a noite com a enfermeira chefe de "Voando Sobre um Ninho de Cucos", a servir vodkas com tudo.
5.Hospedeira de calçonete e boné, a dar pipocas a gente feia e alguns ciganos, nas barbas da estação do Oriente.
6.Hospedeira-Priscila de fulvos caracois, top dourado à "Pretty Woman" versão Bollywood, e calçãozinho de cetim a tentar receber o povão inaugurante da Fnac.
7.Hospedeira morena, de top implorando: "pede-me um desejo", a fazer pandam com uma loira e com um smart da Sagres.
8.Hospedeira de fato de treino a encaminhar crianças ranhosas, celebrando a invenção do iogurte.
9.Hospedeira vestida tropicalmente, com cartazes a dizer "arrefecimento global", interropendo a malta de escritório para oferecer um suminho.
10.Hospedeira de amarelo canario, com pomponetes fazendo as delicias da plebe de olho-guloso, nos timeouts dum qualquer campionato de basquete.
e a lista continua, escandalosa........
Sim, olhando para trás, a hospedeira está contente hoje.
Mas quem sabe o que lhe reserva a próxima Farda....
Tropeções e outras Taras
É verdade, a hospedeira confirma, os idiotas que tropeçam no stand, têm todos uma atitude em comum. E sim, esta atitude é a coisa mais aparvalhada que se pode ter.... Pedir Desculpa!
Pois é, a malta tropeça e diz entredentes ....."ui, desculpe", enquanto se encolhe toda perante o deslize quase fatal.
É que o nosso stand, tem uma rampinha de lançamento bem filha.da.puta, prá malta que decide usar aquilo como passagem prá outra margem. E é daí que surgem os momentos de verdadeiro lazer da hospedeira (parte do contracto laboral, pois o proletariado carece de diversão bem reles). E quase ninguém escapa à armadilha mortal....
Vai um borracho convencido, daquela espécie que vem com as calças a deslizar nos fundilhos de onde espreita a absurda cueca, e lança o olhinho safardana enquanto dá uma cotovelada ao amigo, como quem diz "mira-ma-quela-gaja" e trunfas, lá vai ele quase de cornetas ao chão para rezar à muçulmano.
E a piquena criança que pouco deve à gravidade, até parece que faz de propósito e depois de tropeçar no stand, tropeça no pai, na mãe e na avó que também já tropeçaram, e aquilo parece a "família feliz" dos chinocas. Podia tar tudo bêbado que ia dar ao mesmo copo. Lá começa o puto num berreiro de quem diz "porque é que estes sacanas nunca me agarram a tempo."
E a tia, toda empertigada a cheirar a Xannel 5,6 e 7 tudo duma vez, que ainda tem a lata de me vir perguntar onde é a perfumaria e virar costas sem um "bem haja", catrapummm, fica logo a fazer o pino à espanhola, para meu infinito deleite.
Pena, pena, só tenho mesmo da última e mais vitimizada tipologia de gente tropeçante, A Velhota, vulgo, Avó! Vai ela tica-tica-tica, à Fnac comprar o último livrinho da serie eroticó-geriatica da moda, que irá ser clandestinamente forrado com o "Jesus é Vida", revista das testemunhas de Jeová-primavera-verão, e eis não quando, iiiiiiiiiiii ááááááá-faz-o cowboi, lá vai ela toda ao chão, de qualquer maneira. Já vi de cara, de nariz, de rabiosque, de nuca e de braço. A velhota não desilude, caí como a folha seca. Já sabemos que vai cair, mas quando e como é sempre aquela surpresa.
Ai,ai, suspira a hospedeira, como é frágil o nosso sistema locomotivo-duas-pernas, suponho que foi pra isso que se inventou o fofo rabo e seus airbags Lindor!
Conclusão, a malta tropeça e cai, mas com mais dignidade que Viriato e suas ovelhas guerreiras, levanta-se e de nariz bem ao alto, e diz ..... "Não se preocupe, caí lindamente"
Graças a Deus....

































