CADAVER ESQUISITO
(Carissimos colaboradores de batalhas e parvoíces virtuais, lanço um desafio, façamos um "Cadaver Verdadeiramente Anormal", eu começo com o primeiro paragrafo e cada um escreve um paragrafozinho a seguir ao outro, é óbvio que quem não escrever pode ir pentear macacos para a travessa entre os quarteis que não merece ser parte fundamental desta blogocena, e mais não digo)
"Só me apercebi que tinha morrido quando comecei a falar francês fluentemente. Assim com os erres todos bem pronunciados. Isto, porque toda a vida fui daquelas pessoas que troca os erres pelos eles, digamos que nunca comi um Croissant mas sempre lanchei Cloissants com cleme de ovos.
A francesisse não foi o único atributo post-mortem, nem pensar. Aliás, agora que penso em tais particularidades completamente inúteis, reparo que muito ganhei com este novo estado “de espírito”…."
(Anonymous said... )
Não só falava francês, coisa de pouca valia, facilmente imitada por um qualquer gato maltês, como tinha desenvolvido um gosto requintado pela moda. Ao olhar para o espelho tive um choque, como era possível morrer com aqueles trapos tão horríveis. Que iriam dizer as primeiras pessoas que deparassem com o meu gélido corpo?
(iglo-capitao said)
E não é que adoraram...Ao que parece era a última moda.Só as meias de renda preta com uma tira vermelha destoaram, mas como também estava num concerto do José Cid não me preocupei muito. E eis que...
(anonymous said...)

Se houve um estrondo, o famoso cantor acabara de bater com a cabeça nas teclas no piano, não chegando a terminar a canção que mete macacos e bananas. Ao que parece fulminado por uma doença súbita, depois de muitos aplausos seguidos de bis bis, a multidão eufórica apercebe-se que algo de errado se passava com aquela imagem, o Cid debruçado sobre o piano completamente imóvel. Não, não era mais um acto do seu reportório, lentamente alguém se aproxima, e tocam no seu ombro. Nada acontece, alguém grita: Está morto!!!?? Tentam levantar a sua cabeça, mas algo verdadeiramente mórbido acontece. O seu capachinho fica agarrado nas teclas do piano…
(Guadalupe Esteban said..).
... ao qual alguem ao tentar retirar faz sair um conjunto de notas no piado bem ao genero dos 3 primeiros acordes do hino da alegria, visto isto atiram simplesmente o capachinho para cima do cadaver já a apresentar algum RIGOR MORTIS e começam todos a cantar em alto e bom som "Poe tua mao na mao do meu senhor da Galileiaaaaa" ... afinal nao era apenas mais um concerto do José Cid.. era a abertura à primeira missa do ano da IURD...
(Eduardo Shoënberg said... )
Nesta altura, apesar de já me sentir conformado com a minha situação de defunto, revoltei-me! Então não é que passei a minha vida inteira a fugir aos impostos para poder pagar a dízima e a ocupar os sábados e domingos com o culto da IURD, e agora estes ingratos nem se dignaram a dar-me a despedida merecida, preferindo despedir-se do herege do José Cid? Deviam achar que eu iria interceder por eles quando estrasse no Reino dos Céus, mas enganaram-se...
(Anonymous said... )
Quando lá chegar acima vou fazer com que todos vós tenham entrada garantida no inferno. Mas espera... que estou eu a dizer... é óbvio aquilo está a acontecer. Sempre achei estranhas aquelas palavras do Senhor por haver mais alegria no Reino dos Céus com a entrada de um pecador arrependido do que por 100 justos.Mas agora tudo fazia sentido,não só o francês como também estes mistérios da morte.
(Rafael Stuart said...)
Mas não podia acreditar que o José Cid, essa grande pêga musical portuguesa, fosse comer favas com chouriço e eu, que sempre louvei o altissimo, ficasse ali naquele cabaret feito tótó!! Era mau demais!! Mas eis que, no meio da minha decepção, álguém entra no palco e diz.
- Amigos, eu sou da CofiDiz e se telefonarem agora, podem pedir até um milhão de palavras! Que nós damos, sem fazer qualquer tipo de perguntas!!
Aquilo era o ideal, ia dizer tudo o que sempre quis....
(Anonymous said... )
Era fantástica a promoção da Cofidiz. Cum catano quem haveria de se lembrar de um golpe de génio destes. Aposto que o Ricardo Araújo Pereira deve-se estar a roer todo de inveja. Mas era assim o mundo do Marketing, aquilo que hoje está in amanhã de certeza que não está. Só lhes restava dizer: Já in não não sou!... À cova escuraMeu estro vai... Bem mas deixe-mos as divagações de lado. Iria ter finalmente os meus quinze minutos de fama, e ironia das ironias, tal não aconteceria na minha vida mas sim na minha morte.
(Anonymous said... )
Milhões e milhões de palavras depois eis que surge a minha vez, finalmente, ena povinho mais besta, não perdem uma oportunidade para dar a língua. Quando me prepara para começar a falar sou interrompido pela organização. Ao que parece o morto não tem direito a expressar os seus pontos de vista, mais uma injustiça a juntar ao vasto rol de que fui vitima nesta minha triste vida. Resolvi protestar, agarrei-me ao microfone e não deixei que ninguém se aproximasse. A multidão olhava extasiada para aquela audácia, nem a morte me impediria de falar..
(Rafael Stuart said...)
E então assumi-me - Sou o provedor Alberto Estroina, criado no Bombarral e ...... não estou morto!!! (a multidão faz um profundo ÓHHHHH de espanto, ouvem-se murmurios pela sala). Estou vivo mas sei quem tentou matar-me e vim aqui para o acusar. Foi a .......
Anonymous said...
Floribela, que não suportava as minhas criticas super hiper mega rifixes. Sim eu te acuso Floribela por atentares contra a vida de um homem bom, só porque não gostaste do meu livro: A Floribela descodificada, e olha que não foi nada fácil escrever 500 páginas sobre a temática utilizando apenas as expressões: Povo…. Blá blá… programados… blá blá…. Algumas referências a publicidade da Fanta… blá blá… Já deu o que tinha a dar… blá blá… Foi mesmo um trabalho árduo, felizmente que Deus me deu este Dom, de saber aquilo que os outros não devem fazer.
Anonymous said...
Na multidão uma menina olhava incrédula para as revelações do provedor, do maldito provedor que ela odiava com todas as forças do seu pequeno ser. Desde que tinha saído o infame livro da Floribela Descodificada que tinha jurado acabar com a vida daquele blasfemo autor. Tantas conjecturas tinha feito no seu quartinho enquanto espetava dardos na cara do Alberto Estroina, da melhor para acabar com aquela miserável vida que tinha atacado os alicerces mais sagrados da sua existência, a Floribela. Não, não o poderia deixar impune, e eis que ela ali estava frente a frente com aquele cujo prazo de validade estava prestes a expirar. No meio da confusão a menina passa pelos bastidores agarra um machado e dirige-se ao palco, efectua um salto ninja super hiper mega refixe e desfere um golpe no provedor, decepando a sua cabeça que rola por entre a assistência até que…
Rafael Stuart said
depois de um silêncio sepulcral, alguém grita "ALÉLUIA IRRRMÃOOOO" ao estílo da IURD e começam a chover confettis de todas as cores, a multidão desata a dançar e a cantar. Era a parada da SIC que comemorava o abatimento do provedor Alberto, esse monstro da censura que resistia a todas as revoluções e achava que falava francês mas não sabia dizer "VIVE LA REVOLUCION". Pegaram na Floribela em braços e acharam que dois linchamentos públicos eram sempre melhor que um e atiraram-na ao Tejo feita ninfa!! Ainda foram pôr uma coroa de flores ao Camões por ter sido posto em 2ª lugar no campionato de quem é o português mais importante.... a Odete Santos sorria por fim, emocionada e dizia "olhe que sim... olhe que sim, viva a liberdade, abaixo os provedores!
FIM

15 comentários:

Anônimo disse...

meu, acordem

Anônimo disse...

cadaver, silencioso e frio sobre quem repousa a luz, indiferente como gelo puro, desdenhoso para palavras para os gestos para o medo em fim de quem vivo já morto está

Anônimo disse...

acúcar, café, areia, ouro, canomila, sal, pimenta, vinagre e prata......tudo isso ainda tem sentido... mas eu apenas pó sou, .....pó, sem cheiro sabor ou cor e agora me vou para onde o vento me levar

Guadalupe Esteban disse...

"acho" que tens que continuar o que os outros escreveram... nao faz muito sentido começar a mandar palavras ao calhas..

Anônimo disse...

um morto,a falar!!!!
pior que isso só trouchas a falar sobre piadas baratas das que engolimos todos os dias... J CID, COFIDIZ IURD, bolas que povo este sem imaginação, estão programados e ainda não sabem, acordem dem dem dem em em mmmmmm

Anônimo disse...

O espaço de intervenção anterior foi da inteira responsabilidade do provedor do internauta, o Senhor Alberto Estroina.

Anônimo disse...

Obrigado Senhor Provedor por velar por nós. Um muito bem haja de todos nós que eramos cegos e agora vê-mos.

Anônimo disse...

Oh Provedorrrrrrr, Não fale assim não, que eu fico doidinha por sim. Grrrrrrrrrrrrrrrr miau miau...

Anônimo disse...

como sabias que o meu nome era anonymous Alberto, bingas-te ou foi pura inspiração!!!!

mas falando em provarrr, é verdade, já prrrrovei e não gostei, muito básico.

saudações do prrrovedor Alberrto

Anônimo disse...

boa tentativa, stuart,mas reconhece, isto do morto já deu o que tinha para dar.

opinião do Alberto

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Deus estava muito Fanta para te dar esse Dom.

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

fim o que? isto já tinha passado o prazo de validade, faz séculos

Anônimo disse...

O espaço de intervenção anterior foi da inteira responsabilidade do Senhor Eduardo Estroina conferente de prazos de validade.