cronicas da banda


Depois de 5 anos na diáspora eis o regresso do filho pródigo à Banda. Noutras ocasiões poderei demonstrar aqui porque é que o meu pais de chama Banda.
Mas voltemos ao que interessa, ao que serviu para me começar a adaptar de novo ao verdadeiro espirito africano!
Entrando no avião, 770 euros mais pobre devido aos “supostos” 130 Kg de excesso de bagagem (digo supostos porque eu não conseguia ver quantos quilos tinha tendo de confiar na má fé do tal de Janeiro que me fez o check in.
Chegada ao avião, cuja classe executiva cheirava literalmente a barata, deparo-me com um caso típico de vigarice incompetente : puseram duas velhas no mesmo lugar(double sitting o termo técnico) e eu tive de ceder o meu lugar a uma delas, sendo que depois acabei por voltar a ocupa-lo porque, como explicou a assistente de bordo(relativamente gorda demais para passar nos corredores e com altura insuficiente) as velhas/idosas não podiam ir naquele lugar porque aquilo era uma saída de emergência.
Aconteceu que tive de ficar uns bons 20 minutos a apanhar corrente de ar e chuva enquanto os funcionários da ANA vinham buscar o excesso de bagagem que os passageiros tinham posto a frente das saídas de emergência. Quanto a isto não me posso pronunciar já que aquele avião tinha poucos compartimentos para por a bagagem de passageiros angolanos e eu, que só deveria ter 1 mala de 5 Kg( que de qualquer das formas já não caberia no avião) levava uma mochila com 12Kg, 1 necessaire com 6Kg e a carteira com3Kg. Ora esta, não ia pagar 151kg de excesso.
O passageiro ao meu lado, típico angolano começou por anunciar-me que a sua cadeira auto deitava-se em cima do passageiro de trás.
Outra coisa que reparei, foi que a comunicação entre a tripulação e os passageiros é quase nula. Num voo de quase duas horas para a Europa as hospedeiras falam muito mais do que num voo de 7 horas para Angola. Sem contar que o som não funciona em condições (ainda agora acabaram de falar e eu não ouvi nada). Ouvi foi um passageiro a pedir mais uma bebida e a assistente a responder: “Agora não, mais tarde!”, sem olhar para ele. O mesmo, depois de lhe subirem uns kalundús ( termo angolano para se referir a quando a agua atinge a fervura) vira-se para a gorda desengonçada e pergunta-lhe se aquilo são modos de falar, sendo apoiado pelo passageiro sitting next to me remata, também à boa maneira angolana, “Estas senhoras são umas malcriadas”. O que vale e que estava todo o mundo demasiado cansado, senão poderia ter resultado num motim contra as matrafonas da companhia que cobra 1100 euros por voo e onde nem música, nem filme passa num voo de 7 horas.
E assim vou-me consciencializando do que me espera. A assistente de bordo acabou de me pedir os auscultadores, que não utilizei.Espero continuar a poder dar-vos noticias regulares ( como vêm já vivi esta situação há quase um mês e só agora vos escrevo, estou a começar a ficar com timming angolano)

8 comentários:

Rafael Stuart disse...

Ahhh é verdade! Aqui não se censura a opinião alheia em comentarios! Aqui não censura mau gosto, má criaçcão, estupidez, ecttt e tal!
A não ser que claro que o comentario tenha todas estas magnificas qualidades e seja anonimo :) viva a liberdade com cara!

Anônimo disse...

Pidista...

Anônimo disse...

Ups.... queria dizer piadista...

Anônimo disse...

atomic bomb face... You are dangerous...

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

procuravas aqui 900 mocas a ter prazer. tens o JPS avariado?

Anônimo disse...

nesta hora dificil,quero dar o meu apoio ao Rafa.
querem sujar este blog limpinho, com comentários próprios de quem não é betinho.
Tb queria pedir ao sr. Rafa para falar mais na Floribela.

bigados

Anônimo disse...

bolas falem na floribela