BOLLYWOOD apresenta INDIANA MAMI

A viagem à india foi o verdadeiro filme de BOLLIWOOD, houve conversas com a mafia, viagens loucas de autocarro ao som de hits hindi, pneus furados e chantagens, houve romance internacional em varias linguas, comidas estranhissimas, horas na casa de banho (e que casas de banho), febres de meia noite, escaldoes no rabo, quase ataques cardiacos, manjares em mosquiteiros, missas campais, maldiçoes de padres forretas, andamos de pijama e lençol e cobertor pelas ruas, brincamos com Moglis, voamos de elefante, dormimos nos comboios, nos rickshaws e na praia. Conhecemos isrealitas cheios de LSD, franceses jardineiros, australianos com medo de comer gelados, coreanas de luvas, americanos de sangue quente, portuguesas do porto doidas varridas e porreirissimas, goeses de sonho, indianos de pesadelo.
Compramos livros já lidos a cheirar a caril, lenços de seda a fingir, pratas de pechibeque, bindis pra tola, cobertores, saias, calças à alibabá (que eram gozadas por todos os monhés), fomos vitimas de todos os esquemas possiveis "do tapete", "do guru", "das taxas de hotel", "taxas extra de tlm", "taxas para entrar na cidade", "taxas para andar com mala", "taxas por ser turista", "taxas por sermos giras", "taxas das taxas", e a todas dissemos "NAO PAGAMOS, CARA"$)!$)#(%"
Todos os dias tivemos a vida em perigo, todos os dias conhecemos gente nova, sitios lindos, sitios horrorosos, viajamos em todos os transportes e comemos tudo o que havia para comer, viciamo-nos em Atarax, Charope para a Tosse, e rebuçados para a tosse das freiras dos Himalaias fora da validade.
Fizemos guerra de tintas no Carnaval, fomos a um arraial bem tuga, passamos uma semana a arroz, bananas e cocacolas e horas e horas deitadas em jaulas de ferro de autocarros em contra-mão a ouvir indianos a arrotar, escarrar, cuspir e outras maravilhas da actividade biologica. Aprendemos a rezar a um elefante e a um macaco, a "evacuar" para buracos no chão e a cantar musicas hindi e a dormir em quartos sem casa de banho, sem janelas, com janelas a mais, sem vidros, com barulho, com armarios com monstros, com portas de swinging, com acaros, em lençois com nodoas, com buracos em edredons e cobertores usadisssimos desde o tempo do gandhi. Rimos e gritamos e choramos e ainda levamos com vomitado de bebe indiano mas.....

SOBREVIVEMOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS
e agora prometo escrever tudo tintin por tintin

3 comentários:

Anônimo disse...

Quero saber td...Ver as fotos tds...Td td td

Anônimo disse...

entre os estranhos parêntesis das coincidências vim aqui parar depois de saber da vossa viagem por outras rotinas completamente diferentes e ter até falado com a rita ao telefone, sem a conhecer, e quando estavam ainda na índia.

cativou-me este vomitar de sensações colorido que aqui deixaste.

parabéns pelo blog e pelo gosto por periquita, por viagens, pelos oques'trada e a sua tasca móvel, pela realidade crua da tropa de elite, por teres acabado o moleskine, pelo achmed, pela maneira como encontraste a poesia suja das tuas 'bathroom series' e pelo sul da croácia onde é bom abrir os olhos de baixo de água...

..e beber vinho ao pôr do sol.

Mami Pereira disse...

uau ainda ha quem viaje por parenteses de coincidencias!!!
seja muito bem vindo fã da minha pessoa, agarre uma cadeira e fique por ai a ver as minhas parvoices e diga qualquer coisa de vez em quando!